Miss. Sílvio Pallares Mallon

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Nome: Sílvio Pallares Mallon  
Data de Nascimento: 25/07/1945
Nacionalidade: Boliviana
Naturalidade: Potosi
Esposa: Luíza Tereza Mamani

Nasci no dia 25 de julho de 1945, na cidade de Potosi, Cantón Toropalca, Bolívia. Meu pai foi um dos primeiros pregadores do evangelho entre meu povo. Na época, iniciou uma oposição muito grande contra o evangelho e contra os pregadores. Por isso, meu pai fugiu para a Argentina, deixando minha mãe e eu – que tinha apenas dois anos de idade.

Permanecemos na Bolívia durante nove anos enquanto meu pai estava na Argentina. Quando estava com a idade de 11 anos fui embora para a Argentina ao encontro de meu pai. Quando tinha 21 anos voltei para a Bolívia e, lá, casei-me com a jovem Luíza Mamani. Logo depois de casarmos, nós voltamos para a Argentina. Meu pensamento era nunca retornar para a Bolívia, este era o meu desejo. Entretanto, ao chegar à Argentina, acabei me desviando dos caminhos do Senhor e, durante dois anos, fiquei desviado. Fui trabalhar na cidade de Palpalá, Província de Jujuy, e então o Senhor me trouxe novamente aos seus caminhos. Após aceitar o chamado do Senhor para minha vida,  sentia muito desejo de realizar algo em sua obra. Logo que iniciei no ministério já obtive as primeiras oportunidades, e posteriormente fui consagrado a evangelista. Viajava pregando muito na Argentina. Fundei duas Igrejas na Argentina: uma estava na Província de San Salvador, na divisa com a Bolívia, e outra na cidade de Monte Rico. Nesta última, não havia nenhuma Igreja até a minha chegada lá. Hoje há muitas Igrejas neste lugar, para a glória do nome do Senhor.

Meu pai morreu com 43 anos de idade na Província de Salta, Argentina. Antes de sua morte, ele me disse: “meu filho, não seja um covarde como eu. Seja valente e tome sobre a ti as promessas do Senhor, nosso Pai que disse que estaria conosco todos os dias.” Foram estas as últimas recomendações de meu pai.

Deus, usando seus profetas, falou comigo para voltar a Bolívia para realizar a sua obra lá. De início eu não queria aceitar o chamado de Deus para a Bolívia, mas, novamente o Senhor falou comigo, dizendo que deveria me dirigir até o país de minha origem. Atendendo ao chamado de Deus, voltamos à Bolívia.

Atualmente estamos realizando a obra de Deus na cidade de Potosi, no sudoeste da República Boliviana, limitada, ao norte, com a Província de Oruro e Cochabamba; ao sul, com a República da Argentina; ao oeste, com os departamento de Chiquisaca e Tarija e, ao leste, com a República do Chile.

O Senhor tem realizado muitos milagres e maravilhas em sua obra. Certa vez, ao chegar em uma comunidade, após realizar o culto, alguns irmãos me chamaram e pediram que eu fosse até a casa de uma mulher orar por ela. Ela era paralítica e sua família a havia abandonado. Quem a ajudava no momento eram os seus vizinhos. Ao chegar naquela casa, a mulher estava sentada no chão. Após falar de Jesus a ela, perguntei se aceitava a Jesus e ela disse que sim. Então, oramos por ela e, após a oração, disse a ela: “levanta-te, em nome de Jesus! Jesus Cristo te dá saúde!” Imediatamente ela levantou-se bem devagar e, com muita dificuldade, iniciou a dar os seus primeiros passos. Logo após, aquela senhora começou a caminhar normalmente e, em seguida, começou a correr!

Amados, o Senhor tem operado grandemente, pois Ele é o dono desta obra. Temos enfrentado grandemente a oposição da parte de Satanás, usando seus servos para tentar deter o avanço da obra missionária. Quando iniciei o trabalho na localidade de Cierro Grande, alguns homens maus contrataram um homem para me matar. Este homem convidou-me para ir a sua casa para tomar um café antes do culto. Entretanto, ele colocou veneno no café para me matar. Sem saber de nada, eu fui e, antes de tomar o café, dei graças a Deus. Após ingerir o líquido, saí para pregar ao ar livre. E quando fiz o apelo, aquele homem veio chorando à frente e disse-me: “Me perdoa, pastor Sílvio”. “Perdoá-lo de que?” – disse a ele. Ele respondeu: “Aquele café que lhe dei estava envenenado, com veneno que usamos para matar animais, e era para o senhor estar morto a esta hora, mas agora eu vejo que Deus é poderoso e não lhe deixou morrer. Agora eu quero aceitar a Jesus”.

O Senhor Jesus é o dono desta obra, e tem se manifestado de forma maravilhosa. Apesar das lutas e embates do campo missionário e da oposição da parte do inimigo, nós estamos avançando. Quero contar outro testemunho para a honra e glória de nosso Senhor Jesus Cristo. Eu estava há mais de duas semanas fora de casa, evangelizando e visitando as outras congregações. Havia atravessado o rio de Cierro Grande, e era época das chuvas. Nesta período, este rio acaba recebendo toda a água que desce das montanhas, avança por dentro das margens e invade muitas localidades. Eu recebera um telefonema, avisando-me que a minha esposa jazia muito enferma e estava à beira da morte. Os irmãos insistiam que eu fosse rápido caso desejasse encontrá-la com vida. Eu, então, orei a Deus pedindo que permitisse ver minha esposa ainda com vida. Interiormente, eu tinha certeza de que se a encontrasse com vida e orasse por ela, o Senhor a restauraria. Assim que orei, iniciei o meu regresso e alguns irmãos me acompanharam até a margem direita do rio. Era impossível atravessar este rio, mas eu necessitava voltar para ver minha esposa que jazia enferma. Então, orei ao Senhor novamente e disse que iria atravessar o rio que estava com a correnteza muito forte e havia crescido rápido em virtude das fortes chuvas. Muitos irmãos que me acompanhavam diziam que não era para atravessá-lo, pois seria perigoso. Outros choravam e jogavam terra sobre suas cabeças, como sinal de protesto e de desespero. Comecei a travessia do rio, e quando já estava com a água sobre meu peito, e já em direção dos lugares mais profundos, consegui ouvir os gritos dos irmãos pedindo que voltasse. Quando as águas me submergiram e segurava forte o ar em meus pulmões, houve um tempo que não mais consegui suportar e, quando isso aconteceu, senti que algo me pegou e me levantou. Algo como uma espécie de mão me pegou pelos meus cabelos e me levantou e me levou, com a minha cabeça fora d’água e meu corpo dentro do rio. Dessa forma alcancei a outra margem. Glorificado seja o nome do Senhor por este milagre. Eu sabia que se chegasse a ver minha esposa com vida e orasse ao Senhor Ele a curaria. E assim aconteceu. Deus é Fiel.

Amados, orai por nós. Que Deus os abençoe!

Missionário Sílvio Pallares Mallon – Potosí, Bolívia

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